quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Biografia do apóstolo João

Biografia do apóstolo João

Luciano Rogerio de Souza

Numa terça feira (28/08/12), fui indagado por um presbítero no púlpito de nossa igreja. Ele queria saber, se eu conhecia algum livro que abordasse a vida do apóstolo João. Ele comentou que havia procurado, mas não encontrou. Até mesmo sobre a biografia do apóstolo era escassa. Então me comprometi com ele, que iria escrever uma biografia, a partir dos meus livros, ou seja, realizar uma compilação, de livro que abordam pequenos trechos sobre a vida do discípulo e depois compartilharia no meu blog. E aqui está...



O apóstolo do amor era filho de Zebedeu (Mt. 4.21), um prospero pescador da cidade de Cafarnaum. Salomé sua mãe, começara a servir o Salvador na Galileia. Ela estava presente no momento da crucificação do Filho de Deus (Mc. 15. 40,41). João fora um dos primeiros discípulos chamado pelo Senhor Jesus. Ele era pescador, profissão bem comum e importante na Palestina do primeiro século. Deveria ter nascido entre 1 a 5 anos d.C.

O discípulo amoroso era seguidor de João Batista (Jo. 1. 36,37). Logo depois foi selecionado para ser um apostolo - E aconteceu que naqueles dias subiu ao monte a orar, e passou a noite em oração a Deus. E, quando já era dia, chamou a si os seus discípulos, e escolheu doze deles, a quem também deu o nome de apóstolos: Simão, ao qual também chamou Pedro, e André, seu irmão; Tiago e João; Filipe e Bartolomeu; Mateus e Tomé; Tiago, filho de Alfeu, e Simão, chamado Zelote; E Judas, irmão de Tiago, e Judas Iscariotes, que foi o traidor (Lucas 6. 12-16). Ele tinha um conhecimento profundo da geografia da Palestina e dos costumes judaicos.

Acredita-se que a família de João tinha dinheiro e posses, pois o seu pai tinha vários empregados - E logo os chamou. E eles, deixando o seu pai Zebedeu no barco com os jornaleiros, foram após ele (Mc. 1.20). Ele era extremamente zeloso ou ciumento (antes da conversão). Estava incomodado com alguém que não pertencia ao grupo de Jesus e expulsava demônios - E João lhe respondeu, dizendo: Mestre, vimos um que em teu nome expulsava demônios, o qual não nos segue; e nós lho proibimos, porque não nos segue (Mc. 9.38). Hospedava o ódio cultural para com os samaritanos - E os seus discípulos, Tiago e João, vendo isto, disseram: Senhor, queres que digamos que desça fogo do céu e os consuma, como Elias também fez? (Lc. 9.54).

João e o irmão Tiago eram bem sanguíneos (explosivos) antes da conversão. Certa ocasião João foi chamado de filho do trovão - E a Tiago, filho de Zebedeu, e a João, irmão de Tiago, aos quais pôs o nome de Boanerges, que significa: Filhos do trovão (Marcos 3.17). Após a conversão com a descida do Espirito Santo no cenáculo (At. 2.1 ), tornou-se o apostolo do amor. Os filhos do trovão eram extremamente audaciosos e ambiciosos. Fizeram ao Senhor Jesus um pedido inadequado - E aproximaram-se dele Tiago e João, filhos de Zebedeu, dizendo: Mestre, queremos que nos faças o que te pedirmos. E ele lhes disse: Que quereis que vos faça? E eles lhe disseram: Concede-nos que na tua glória nos assentemos, um à tua direita, e outro à tua esquerda (Marcos 10. 35-37)

O apóstolo esteve sempre perto do nazareno nos momentos importantes e decisivo. Ele estava presente durante o julgamento do Messias - E Pedro estava da parte de fora, à porta. Saiu então o outro [João] discípulo que era conhecido do sumo sacerdote, e falou à porteira, levando Pedro para dentro (João 18.16). No ato da crucificação lá estava ele angustiado - Ora Jesus, vendo ali sua mãe, e que o discípulo a quem ele amava estava presente [...] (João 19.26). Ocasião em que Jesus Cristo entregou aos seus cuidados Maria mãe do Salvador - Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E desde aquela hora o discípulo a recebeu em sua casa (João 19.27).

Percebe-se a grande intimidade e amor que João manifestava ao Mestre da Galileia em comparação com os demais, principalmente Pedro, que jurou que amava e iria proteger o Salvador. No entanto negou a Cristo.

Já o discípulo amado fora o primeiro a chegar ao sepulcro após a ressurreição - E os dois corriam juntos, mas o outro discípulo correu mais apressadamente do que Pedro, e chegou primeiro ao sepulcro (João 20.4)

Segundo escritores do século I, João se mudou para Éfeso, para fugir da Guerra Judaica (66-70 d.C) e suas consequências. No continente asiático prosseguiu com seu oficio ministerial. De acordo com a tradição (que é confiável), João escreveu seu evangelho nessa cidade por volta de 85 d.C (também as epístolas I,II e III todas em 90 d.C), lugar onde desempenhou seu ministério e gerou discípulos importantes a igreja do Senhor Jesus. Policarpo, Papias e Inácio foram discípulos diretos de João. Os três continuaram a proteger a Noiva de Cristo das heresias na Ásia Menor. Policarpo se tornou posteriormente o bispo da igreja de Esmirna.

Conforme testemunhos, os presbíteros da Ásia Menor em especial os de Éfeso, sugeriram para que João escrevesse um evangelho a partir de suas observações e sentimentos vividos na companhia do Mestre. Esses relatos também seriam uma ferramenta forte para combater os gnósticos.

João foi um grande apologista, combatendo os gnósticos, tanto no seu evangelho como nas epistolas universais. Ele defendeu que o Pai e o filho, eram um só Deus, contradizendo os gnósticos, que diziam que Jesus e o Pai eram dois deuses diferentes.

Quando João usa as expressões e o verbo se fez carne e habitou entre nós ( Jo. 1.14), e a todo espirito que não confessa que Jesus Cristo veio em carne não é de Deus (1 Jo. 4.3), ele estava defendendo a igreja da seita gnóstica que alegava que Jesus era uma espécie de sombra do Pai, negando a encarnação do Verbo (Cristo).

No terceiro século depois de Cristo, o evangelho narrado pelo discípulo amado, era considerado pelos Pais da igreja como o mais espiritual do que os sinóticos (Mateus, Marcos, Lucas), devido a sua singularidade e observações distintas.

O primeiro relato que identificava o autor do Evangelho de João, como sendo João filho de Zebedeu, foi realizado por Irineu (180 d.C) – Depois Joãos, o discípulo do Senhor, o mesmo que repousou sobre o seu peito, publicou também o evangelho, durante sua estada em Éfeso.

A morte natural (velhice) do apóstolo do amor estava vinculada a uma promessa pronunciada pelo próprio Senhor Jesus - Divulgou-se, pois, entre os irmãos este dito, que aquele discípulo não havia de morrer. Jesus, porém, não lhe disse que não morreria, mas: Se eu quero que ele fique até que eu venha, que te importa a ti? (João. 21.23). O Salvador havia prometido que ele não morreria de forma cruel como os demais. Por isso quando o jogaram num tacho de azeite fervendo, nada aconteceu. Foi como cair em água fria, porque já havia uma profecia decretada que o mesmo não morreria como os outros apóstolos. Após esse episódio do azeite, ele foi conduzido como prisioneiro à ilha de Patmos (ilha de rocha vulcânica. Os romanos enviavam para lá os criminosos e transgressores políticos).

Patmos era uma ilha rochosa, ausente de vegetação e pequena. Foi nessa localidade que João, fora dirigido como prisioneiro do Império Romano. A ilha distanciava uns 90 km de Éfeso a capital do ministério do apóstolo. Sentenciado a trabalho penoso nas pedreiras (pedras que eram usadas na construção das estradas romanas). Trabalhava arduamente o dia todo e a noite seu espirito era arrebatado para receber e escrever as revelações - Eu fui arrebatado no Espírito no dia do Senhor, e ouvi detrás de mim uma grande voz, como de trombeta, Que dizia: Eu sou o Alfa e o Ômega, o primeiro e o derradeiro; e o que vês, escreve-o num livro, e envia-o às sete igrejas que estão na Ásia: a Éfeso, e a Esmirna, e a Pérgamo, e a Tiatira, e a Sardes, e a Filadélfia, e a Laodicéia ( Ap. 1. 10,11).

O amado discípulo foi para Patmos, por causa de uma política do imperador Domiciano (81-96 d.C), que confiscou os bens dos Cristãos e logo em seguida os prendiam. João fazia parte daquela realidade de perseguição. Por ordem do imperador, acabou indo para a ilha.

Domiciano outorgou o culto ao imperador (ou seja, a ele mesmo). Como fidelidade ao imperador todos deveriam participar da adoração ao supremo romano, inclusive os cristãos. João e os demais seguidores de Cristo recusaram tal prática que era uma loucura perante o Todo Poderoso. Devido a não observação deste culto e a lealdade à Palavra de Deus foram para Patmos - Eu, João, que também sou vosso irmão, e companheiro na aflição, e no reino, e paciência de Jesus Cristo, estava na ilha chamada Patmos, por causa da palavra de Deus, e pelo testemunho de Jesus Cristo (Ap. 1.9). Patmos era usada como prisão para todos criminosos considerados perigosos à sociedade da época. A ilha se localiza no Mar Egeu.

O Senhor Jesus fizera outra promessa ao discípulo amado na ilhota. Que ele não profetizaria somente as sete igrejas da Ásia, mas também para várias nações e reis - E ele disse-me: Importa que profetizes outra vez a muitos povos, e nações, e línguas e reis (Ap. 10.11).

Domiciano fora assassinado, Nerva (96-98 d.C) se tornou o novo imperador de Roma. Uma das suas primeiras medidas foi libertar todos os cristãos que estavam presos e devolver seus bens. Desta forma João se tornou livre para testemunhar e profetizar pessoalmente em Éfeso sobre as revelações recebidas. Ele fora escolhido para escrever o Apocalipse, com intuito de encorajar (exortar significa encorajar) os cristãos, que estavam, sob ardente perseguição, praticada por Domiciano.

Ele recebeu as profecias do Apocalipse por meio de inúmeras visões fortes, carregadas de simbolismo e numerologia hebraica. As visões para muitos estão em ordem cronológica. E continua a profetizar e testificar a todas as línguas, povos, tribos, por meio do Apocalipse. Cumprindo literalmente o que Jesus disse (Ap. 10.11).

Quando João já estava bem idoso, sem força para pregar, exortava a igreja de Éfeso com a voz baixa e fraca e não cessava de ensinar – Filhinhos amai uns aos outros.

O apóstolo amado, segundo relatos, permaneceu em Éfeso até o governo do imperador Trajano (98-117 d.C). Por volta dos 95 anos de idade, ainda estava bem atuante, ou seja, produzindo livros importantes para fé dos cristãos e para humanidade. E foi nessa cidade que passou os últimos instantes de sua vida. Versão confirmada pelas palavras de Policrates, bispo de Éfeso no final do segundo século, numa carta endereçada ao bispo de Roma - João que reclinou no peito do senhor, e que era sacerdote, usava a mitra, um mártir e mestre. Ele dorme em Éfeso.

Acredita-se que o apostolo do amor viveu mais de cem anos. Num período em que a expectativa de vida era de 35 a 40 anos. Onde não existiam antibióticos (remédios industrializadas) para combater as doenças, hoje consideradas simples. João viveu mais de cem anos, simplesmente porque Jesus contrariou toda logica humana com uma promessa - Se eu quero que ele fique até que eu venha, que te importa a ti? (João. 21.23). Foi devido a esta profecia que o apóstolo alcançou uma velhice abençoada.

9 comentários:

Que o Senhor abençoe a vida do Pb Luciano por este estudo, com certeza irá abençoar a vida de muitos queridos que desejar crescer em cristo.

Querido irmão, não nos conhecemos, mas louvo a Deus pela sua disposição, este material foi muito útil para a minha pesquisa sobre o apóstolo João.

Parabéns pelo estudo, conteúdo muito rico, bastante instrutivo. Abçs. Alan

MUITO PROFUNDO...DEUS O ABENÇOE.

Que Deus abencoe tua vida..gostei demais desse estudo

Que Deus continue abençoando sua vida Pr por este estudo, muito obrigado por me abençoar também. simplesmente maravilhoso. fica na paz de cristo Jesus.

EU NUNCA OUVI FALAR QUE O APOSTOLO DO AMOR TENHA USADO UMA MITRA ,,,E QUE ALGUÉM TENHA TIDO RELAÇÕES, COM ROMA,,,O QUE SEI É QUE ELE O APOSTOLO DO AMOR,,ERÁ - O MAIS NOVO APOSTOLO,, ESTEVE PRESO NA ILHA DE BATMOS,, GRÉCIA,,,E APOS A MORTE DO IMPERADOR, DIOCLECIANO ,, FOI SOLTO E LOGO APOS VEIO A FALECER,,,,

Deus abençoe tua vida e teu ministério estudo maravilhoso.

nao ficou claropramim quanto a jjoao ser discipulo de joao batista ja qe no texto citado aprecem so simao e andre

Postar um comentário